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A inclusão de nossas partes


A inclusão e o pertencimento em nós mesmos

 

Quando você lê ou ouve sobre inclusão e pertencimento, o que lhe vem à cabeça? Geralmente o sentimento de estarmos pertencendo a algum grupo ou sermos incluídos na nossa família, espécie ou planeta não é mesmo?

Ok, isso também habita o tema do pertencimento e inclusão, visto que a partir do momento que surgimos no seio de determinada família pertencemos aquele sistema, independente do Desejo do Outro. Nosso lugar é um direito e acima de tudo obedece uma Lei sistêmica. Mesmo aqueles que por algum motivo foram arrancados do núcleo familiar, doados ou preteridos ainda continuam a existir naquele sistema familiar.

Por isso fala-se tanto em empatia, compaixão, amor e necessidade de inclusão. Mesmo quando fisicamente não seja possível incluir alguém, fazê-lo mentalmente, no coração e na alma da família traz alento, paz e tranquilidade para o sistema familiar. Quando cada qual é devolvido ao seu lugar, aqueles que estavam desarrumados na trama familiar podem verdadeiramente voltar aos seus lugares de origem, equilibrando o sistema de relações.

E quando não incluímos as nossas partes? Quando rejeitamos fragmentos de nós mesmos? Quando desqualificamos nossas características, sintomas, modos de estar no mundo?

Precisamos ser mais amorosos conosco! Olharmos cada parte nossa com respeito e honra. Mesmo aquele lado B, que por vezes nos coloca em apuros, pois ele foi construído por mim e em algum momento da existência foi necessário. Talvez ele serviu (ou ainda sirva) para trazer consciência daquilo que preciso evitar (o anti-modelo).

Quando tentamos fechar os olhos, rejeitar, desqualificar aquela parte nossa que desgostamos, estamos suplantando a Lei sistêmica da inclusão/pertencimento. Essa parte minha faz parte e é certa como é!  Precisamos olhar para ela, agradecermos sua existência e pedir liberação. Pedir liberação e liberá-la! Internamente eu assumo a responsabilidade por tudo e quando olho para mim integralmente posso ter consciência de quem eu sou (estou) e como desejo estar no mundo. Se nego partes de mim, estas sombras/fantasmas acabam por se inscrever em atitudes ditas inconscientes, em atuações e impulsividades, gerando sintomas, adoecendo a mim e às minhas relações.

Dê a si este Presente! Assuma-se por inteiro! Dessa forma é possível reinventar-se!

Psicólogo Ocimar G. Olivetti Filho

CRP 08/13091